“Aprendi que todo mundo tem seu ponto de vista e que o meu não é melhor ou maior do que o do outro” Diz publicitária sobre pandemia.

“Aprendi que todo mundo tem seu ponto de vista e que o meu não é melhor ou maior do que o do outro” Diz publicitária sobre pandemia.

Eu sou daquelas que prefere ver o copo cheio. Bem cheio. E entendo que nada vida você pode enxergar tudo como ameaça ou como dádiva. Para mim, a pandemia veio repleta de oportunidades, tanto na vida pessoal quanto na profissional.
Obviamente eu também acompanho estarrecida o crescimento exponencial dos números e vibro diariamente pela boa saúde da minha família. Certamente tomo todas as precauções para me afastar de possível contágio, principalmente por que não suportaria a ideia de ser uma possível transmissora. O fato é que, apesar disso, a pandemia nunca me assustou e sempre foi percebida por mim como uma sábia maestra.

Indubitavelmente o COVID nos proporcionou uma pausa à reflexão, e, se você ainda não fez isso, não deixe passar a oportunidade. Mexeu com nossos instintos mais primitivos de sobrevivência, despertando gatilhos que só algo nessa proporção poderia. Nos permitiu olhar para nós e para os nossos, além de perceber a natureza um pouco mais aliviada e mais vibrante.

De um ponto de vista pessoal, me fez lembrar que posso até ajustar o leme, mas não tenho controle sobre as marés. Fomos todos pegos de surpresa. Quando a pandemia estourou eu estava no Peru, com a pretensão de subir a costa do Pacífico. Nos meus planos, estaria curtindo o tão almejado mar do Caribe com meus amigos neste exato momento, mas cá estou de volta ao Rio Grande do Sul, morando sozinha na casa onde cresci e jamais imaginei retornar. Foi minha oportunidade de entender que não tenho controle de tudo, que devo honra e respeito às minhas raízes e que solitude existe, faz bem e promove um profundo autoconhecimento.

Também aprendi que todo mundo tem seu ponto de vista e que o meu não é melhor ou maior do que o do outro. Há os que dizem que a pandemia veio por motivos espirituais, os que culpam o governo, os que acreditam que é represália da Mãe Terra e os que enxergam como uma transcendência. Já ouvi até associações com inteligência extraterrestre. O fato é que cada um tem suas crenças, seus medos, sua cultura, sua criação, sua compreensão de mundo e absolutamente ninguém é superior a ninguém. Há muitas formas de contribuir com a reflexão sem debates ácidos e mesquinharias de ego.

De uma visão profissional, a maior mudança percebida é o extremo aquecimento do setor de marketing digital. É isso mesmo! Neste momento, há os clientes que finalmente entenderam que não sobreviverão sem o digital e começaram a investir, e há os clientes que já sabiam disso e intensificaram as demandas. Com a população em geral mais ociosa e ainda mais ativa nas redes sociais, os empresários ficaram alertas com a ampliação das oportunidades. Felizmente temos no país uma vertente empreendedora criativa, ativa e antenada. Claro que, infelizmente, houveram desistências, paralisações e rescisões de contratos, mas em linhas gerais me alegro da alta na procura pelos serviços prestados pela ADA CREATIVE. Confesso que sinto uma pontinha de orgulho ao dizer que, de forma prática, nossa metodologia de trabalho não mudou muito. Desde o início nos posicionamos como uma agência totalmente digital e inovadora ao ser 100% home office, salvo as esporádicas reuniões presenciais. Isso me fez encarar a quarentena com a tranquilidade de uma expert em trabalhar em casa.

Para finalizar, gostaria de lembrar a mim e ao leitor de que somos seres que, mesmo isolados, fazem parte de um todo e não há palavra mais potente para mim hoje do que COLETIVIDADE. Nos colocarmos como seres responsáveis por si mesmo e pelos outros (em casa ou onde quer que estejamos), fomentando o bem-estar coletivo é fundamental.


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