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sexta-feira, agosto 7, 2020

Sedie sua startup na Estônia

Berço de quatro unicórnios, Estônia é opção para brasileiros que desejam abrir startups na Europa

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Abrir e administrar uma empresa na Europa, sem precisar sair do Brasil, é possível. A Estônia, localizada no nordeste da Europa, é considerada a sociedade digital mais avançada do mundo e um celeiro de startups bem-sucedidas, que já gerou quatro unicórnios – Skype, Transferwise, Bolt e Playtech – e tem mais de uma dúzia de empresas com valor superior a US﹩ 100 milhões cada. Também é considerada a nação mais empreendedora do mundo pelo Fórum Econômico Mundial.

As duas principais cidades do país, Tallinn e Tartu, hospedam ecossistemas de startups completos, com mais de 500 eventos, mais de 70 grupos comunitários, mentores experientes e 140 investidores anjos. E o ambiente de negócios competitivo, com recursos digitais exclusivos e um Governo favorável ao empreendedorismo, que adaptou as leis para refletir as necessidades das empresas em rápido crescimento, faz da Estônia um local inteligente e ágil para empresas com ambições globais.

E isso não está restrito às empresas locais. Desde 2014, a Estônia oferece a e-Residency , uma identificação digital transnacional que qualquer pessoa – pequenas empresas, autônomos e empresários – pode solicitar para abrir um negócio na Estônia, sem a necessidade de morar no país. Atualmente, há mais de 66 mil e-Residents e mais de 10 mil empresas abertas por pessoas de mais de 160 países.

Veja o que é preciso saber para abrir uma startup na Estônia:

As muitas vantagens da e-Residency

Além de permitir iniciar uma empresa 100% online de qualquer parte do mundo, a residência eletrônica permite acessar bancos comerciais e prestadores de serviços de pagamento online, como o PayPal, assinar e autenticar documentos de qualquer lugar e declarar impostos facilmente. Karen Ordones, fundadora da Tutor.id , plataforma que conecta professores particulares a alunos em diversas partes do mundo, foi uma das primeiras mulheres brasileiras a empreender na Estônia por meio da e-Residency. “O que me atraiu no país, além do ambiente de negócios, foi a facilidade de resolver as coisas no dia a dia. É tudo rápido, online e totalmente desburocratizado”, afirma.

Startup Visa

O Estonian Startup Visa ajuda os fundadores de fora da União Europeia a expandir sua empresa na Estônia. Também facilita o processo para as startups da Estônia contratarem talentos não pertencentes à União Europeia. Para receber esse visto, o produto precisa ser inovador, resolver grandes problemas e ter potencial de expansão. Até março deste ano, 500 fundadores e 1350 empregadores haviam sido beneficiados pelo Visa. Vale saber: quando o visto é concedido a uma startup, ele é estendido também à família do beneficiado (cônjuge e filhos).

Subsídio para contratação de especialistas

Para que uma startup cresça, é preciso contratar mão de obra especializada – e um grande problema no mercado é a escassez de especialistas de ponta. Por isso, o Governo oferece um subsídio para apoiar o recrutamento de especialistas estrangeiros em Tecnologia da Informação e Comunicação ou em Ciência e Engenharia. O valor da subvenção por cada especialista de ponta recrutado é de 3 mil euros.

Alcance global

A Estônia não será o mercado da empresa, mas uma aceleradora do negócio. “É necessário pensar em escalabilidade. Tudo o que a empresa desejar vender na Estônia precisará ser vendido na Europa, pois o mercado estoniano é muito pequeno”, ressalta Karen Ordones. Sua empresa, Tutor.id , nasceu em 2015 e hoje possui 2.600 professores particulares, de 220 disciplinas, e 1.200 alunos de 38 países.

É tudo online

Os estonianos assinam documentos digitalmente desde 2002 e votam on-line desde 2005. Para as empresas, a vida também é menos burocrática. A administração pode ser feita quase totalmente online, com envio de declarações de impostos pré-preenchidas automaticamente, assinatura de documentos legais via celular, contabilidade, pagamentos de contas e salários – tudo em poucos minutos. E, por falar em impostos, na Estônia as empresas estão livres de imposto de renda corporativo.

Apoio Governamental

Por meio da Startup Estonia , o Governo realiza ações para tornar o país um dos melhores lugares do mundo para startups, estabelecendo parcerias com incubadoras, aceleradoras e setores público e privado. Para isso, promove treinamentos em diversas áreas, hacks e hackathons, sessões de mentoria, ações de educação para investidores, meetups para fortalecimento da comunidade, apoio à participação em conferências, feiras e reuniões internacionais, entre outras iniciativas.

Força para o desenvolvimento

Independentemente do estágio do negócio, é possível encontrar uma série de serviços para impulsionar as startups. Para oferecê-los, o Governo firmou parceria com 110 organizações. Além disso, as empresas podem contar com o Accelerate Estonia , um laboratório de inovação para transformar problemas complexos em novas ideias para servir melhor os cidadãos e criar valor competitivo.

Cybersegurança

Com sólidos investimentos em infraestrutura de segurança cibernética, a Estônia desenvolveu extensa experiência nessa área, tornando-se um dos especialistas internacionais em segurança cibernética mais reconhecidos e valorizados.

O país desenvolveu uma tecnologia blockchain escalável para garantir a integridade dos dados armazenados em repositórios governamentais e proteger seus dados contra ameaças internas. É por isso que o país se tornou a sede do Centro de Excelência em Defesa Cibernética da OTAN e da agência europeia de TI.

500 milhões de euros em financiamento disponível

Vários novos fundos de capital de risco e VCs estão buscando idéias que mudam o mundo e são facilmente acessíveis. Além dos anjos individuais, há investidores como Karma.vc, Superangel, Trind.vc, United Angels, Change Ventures, Tera.vc.

Boa receptividade aos brasileiros – inclusive para contratação

De acordo com Grete Camargo, gerente de projetos do Work in Estonia , os profissionais em TI brasileiros costumam ser bastante procurados no mercado de startups estoniano. “Isso acontece porque a mão de obra é altamente qualificada e cultura de trabalho dos dois países é parecida. O brasileiro é visto como uma pessoa colaborativa e bastante comprometida com suas tarefas”, comenta.

Os profissionais mais buscados pelas startups são engenheiros e desenvolvedores sênior, programadores com experiência em diferentes linguagens de programação, QA, desenvolvedores web e multimídia eUX, assim como pessoas especializadas em marketing de crescimento e baseado em interpretação de dados. “Queremos atrair mais talentos dispostos a viver novas experiências profissionais, aprender muito e fazer parte do avanço da nossa sociedade digital”, afirma Grete.

 

 

 

 

 

 

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